Deus é Justiça para os Cristãos?

 

“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. “(Romanos 5:20-21)

 

Deus é justiça…essa frase é muito usada pelos Cristãos de hoje para com os outros Cristão para meter medo ou para fazer com que a pessoa mude de comportamentos.

Mas será que hoje Deus aplica a sua justiça aos seus filhos como esses crentes afirmam?

Se isso fosse verdade não estaríamos nós condenados já neste preciso momento? Não pecamos nós a toda a hora?

Todos somos altamente indignos de Deus por isso mesmo…creio que a justiça de Deus foi totalmente aplicada em Jesus nosso grande Salvador!

Só através da Justiça n’Ele aplicada nos podemos esconder e refugiar para sermos aceites por Deus!

Que grande amor!

Não se ache melhor que os outros, olhe para si e para os outros com amor, deixe o resto com Deus!

À Luz do Amor, qual é a tua opinião?

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4 responses to this post.

  1. Posted by Anónimo on 16 de Julho de 2008 at 23:01

    Eu concordo contigo e isso é o que leio na Bíblia: que Deus, na sua infinita sabedira, encontrou uma forma de ser misericordioso e justo ao mesmo tempo, dando seu filho para pagar o preço pelos nosso erros. Aceitarmos essa graça, sem lhe acrescentarmos condições, por orgulho, é aquilo que se chama de receber o Reino de Deus como uma criança, a qual não tem competência para se fazer merecer tal dádiva, mas é capaz de a receber sem desconfianças.
    Quando a esmola é demais…o cristão que ainda não foi capaz de reconhecer a sua culpa e a sua incapacidade para merecer seja o que for de Deus…desconfia.

    Responder

  2. Posted by Juliana on 16 de Julho de 2008 at 23:03

    Desculpa amor, esqueci-me de me identificar no comentário anterior:)

    Responder

  3. Posted by reginaldo on 31 de Julho de 2008 at 16:39

    Por Que, Senhor …?
    Habacuque Questiona a Justiça de Deus

    Vivemos num mundo violento, cheio de injustiça. Os jornais trazem notícias diárias de assaltos, assassinatos, atentados e ataques. Acreditamos que Deus domina tudo (Daniel 4:32), mas achamos difícil compreender a maldade que nos cerca. Pessoas inocentes são vítimas da crueldade de outros. Nações entram em conflitos uma contra outra. Olhamos para Deus com uma única pergunta: “Por que o Senhor permite tal violência e injustiça?”

    O profeta Habacuque viveu, provavelmente, uns 600 anos antes de Cristo, na terra de Judá. O pequeno livro dele relata uma discussão entre o profeta e o próprio Deus. Habacuque pergunta e Deus responde. Habacuque se sente alarmado pela resposta de Deus e faz uma segunda pergunta. Deus responde de novo, e Habacuque aceita, humildemente, a réplica do Senhor, dando louvor a ele num cântico de adoração. Habacuque faz a pergunta que nós gostaríamos de fazer, e recebe a resposta com a atitude que devemos mostrar. Leia o livro de Habacuque, e observe os pontos principais da conversa.

    Habacuque: Até quando, Senhor? (1:1-4)

    Habacuque começa seu livro com uma série de perguntas: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão?” (1:2-3). Habacuque viu a violência de Jerusalém e a injustiça de seus líderes, e não entendeu a tolerância do Senhor. Nós, que moramos hoje em grandes capitais como São Paulo, poderíamos fazer a mesma pergunta, “porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (1:4). O profeta pediu justiça. Ele queria livramento divino para proteger os inocentes e castigar os malfeitores.

    Deus: Trarei destruição (1:5-11)

    Deus respondeu ao pedido de Habacuque, concordando plenamente com sua queixa. O povo violento e injusto merecia o castigo, e Deus o traria logo. Ele prometeu a justiça naquela geração. Mas, o instrumento da ira divina seria o povo caldeu, ou seja, os babilônios. Deus descreveu este povo forte e cruel. Disse que os caldeus faziam suas próprias leis (não respeitando a autoridade de ninguém), destruindo seus inimigos e adorando seu próprio poder como se fosse um deus.

    Habacuque: Assim, não! (1:12-17)

    Quando ele ouviu a resposta de Deus, Habacuque ficou apavorado. Podemos entender a reação dele, pensando em nossa circunstância atual. Imagine pedindo a justiça de Deus contra os malfeitores da sua cidade e ouvindo tal resposta assustadora. Deus chamaria um povo cruel e forte para destruir a cidade! Quando Habacuque pediu justiça, ele não imaginou medidas tão drásticas. Ele questionou este plano de Deus, utilizando uma série de argumentos. Leia este trecho cuidadosamente e considere as implicações de seus pontos principais, baseados no caráter de Deus:

    Œ O Deus eterno não pode destruir seu povo escolhido: “Não morreremos”.

     O Deus santo não pode contemplar o mal e a opressão: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”.

    Ž Como é que o Deus justo usaria um povo ímpio (Babilônia) para castigar um povo relativamente mais justo (Judá)?: “Por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?”

     Como é que o Deus piedoso permitiria que o inimigo cruel alimentasse seu desejo de matar?: “A todos levanta o inimigo como o anzol, pesca-os de arrastão e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija…. Acaso, continuará, por isso, esvaziando a sua rede e matando sem piedade os povos?”

     Como o Deus verdadeiro pode usar um povo que adora seu próprio poder militar?: “Por isso, oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua varredoura; porque por elas enriqueceu a sua porção”.

    Habacuque: Esperando a resposta de Deus (2:1)

    Depois de fazer suas perguntas, Habacuque mostrou uma atitude admirável. Ele disse: “Por-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu teria à minha queixa.” Habacuque questionou porque ele não compreendia os planos de Deus, mas ele mostrou reverência para com o Senhor. Ele não apontou o dedo de acusação para criticar as decisões de Deus. Aqui, aprendemos uma lição valiosa. Podemos perguntar, mas o homem jamais tem direito de contrariar a sabedoria de Deus. Habacuque não entendia e, por esse motivo, perguntou. Mas, ele não demonstrou a arrogância de algumas pessoas que se acham mais sábias que o próprio Deus. Ele não julgou a decisão de Deus. Habacuque simplesmente aguardou a resposta.

    Deus: Motivos para castigar os caldeus (2:2-19)

    Na primeira resposta, Deus prometeu trazer um povo cruel e violento (os caldeus ou babilônios) contra Judá. Mesmo assim, ele conheceu os pecados dos caldeus e traria castigo sobre eles. Os motivos dados aqui servem de advertência para todas as nações, inclusive as modernas. Deus preparou o castigo da Babilônia por estas razões:

    Œ Acumular bens de outros (2:6-8). Pelas práticas desonestas e violentas, os caldeus acumularam bens que não pertenciam a eles. Tanto nações como indivíduos devem adquirir os seus bens por maneiras honestas. Deus castigará as pessoas e os povos que roubam e que não pagam as suas dívidas.

    Confiar nas fortalezas humanas (2:9-11). Os caldeus usaram a riqueza conquistada em guerras para fortalecer sua própria nação. Colocaram seu “ninho” em lugar alto, achando que nenhum inimigo teria condições de invadi-lo. Até hoje, as nações se enganam da mesma maneira. Confiam nos seus sistemas de defesa e na força militar enquanto esquecem do princípio revelado por Deus há muitos séculos: “A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14:34).

    Ž Edificar a cidade com sangue e iniqüidade (2:12-14). Os babilônios, como muitos outros impérios, construiram com violência e opressão. Deus nunca aprovou a maldade de homens que procuram levar vantagem sobre outros. Os mais fortes devem proteger os mais fracos, ao invés de abusar deles. Os mais ricos devem ajudar os mais pobres, e não explorá-los.

     Envolver outros no pecado (2:15-17). A Babilônia induziu outros países a participar de seus pecados. A imagem que o profeta usa aqui é de uma tática bem conhecida. Quando as filhas de Ló queriam induzir o pai a deitar com elas, deram-lhe vinho (Gênesis 19:30-38). Quando Davi queria convencer Urias a voltar para a casa dele, ele lhe deu bebida forte (2 Samuel 11:13). Deus prometer inverter a situação. Ele mesmo daria para Babilônia o cálice da ira dele.

     Praticar idolatria. Nas sentenças contra povos na Bíblia, encontramos diversos pecados que merecem a punição. Nenhum desses pecados é mais abominável ao Senhor do que a idolatria. A idolatria envolve uma rejeição total e insensata do Criador. Rejeição total porque o único verdadeiro Deus é substituido por um ou mais falsos deuses. Deus, nesse segundo discurso a Habacuque, destaca a insensatez da idolatria. Deus zomba dos ídolos e de seus seguidores, mostrando que é absolutamente absurdo adorar uma imagem. Observe os argumentos dele: Î O ídolo é uma obra de mãos humanas que se torna maior do que seu criador. O homem faz uma imagem e confia nela! Ï O ídolo é totalmente impotente. Não fala, não se mexe, não ensina e nem respira. Paulo resumiu o argumento, alguns séculos depois, quando disse: “…sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus” (1 Coríntios 8:4).

    Por todos esses motivos, Deus pretendia castigar os caldeus. Eles serviriam, primeiro, de instrumento dele para punir o povo de Judá. Mas, menos de 50 anos depois da destruição de Jerusalém por mãos babilônicas, o império da Babilônia caiu. Deus, na hora que ele determinou, trouxe a justiça sobre esse povo ímpio.

    Habacuque: O servo diante do Deus santo (2:20 – 3:19)

    Em contraste com os falsos deuses feitos por mão humanas, “O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (2:20). Habacuque ouviu a segunda resposta de Deus é se sentiu “alarmado” (3:2). Ele não questionou mais. O capítulo 3 é um cântico de louvor, no qual o profeta reconhece a sabedoria, a justiça e o poder de Deus e se mostra absolutamente submisso a ele. Observe, na sua leitura do capítulo, os seguintes pontos: Œ Habacuque pede misericórdia (3:2). Ele sabe que Deus age em justiça, mas ele também conta com a piedade do Senhor.  O profeta louva a Deus, dando glória pelo poder e pela sabedoria dele. Ž Ele destaca o poder divino, reconhecendo que Deus usa sua grande força para aplicar justiça.  Habacuque vê Deus como muito maior do que o universo e, obviamente, muito superior aos inimigos humanos que ameaçam os justos.  O profeta se sente fraco, suportando a grandeza da revelação com grande dificuldade. ‘ Habacuque deposita sua plena confiança no Senhor, dizendo que continuará louvando a ele, mesmo se não sobrar nada para sua alimentação.

    Conclusão: A mensagem consoladora (3:18-19)

    Habacuque começou o livro tentando entender o que Deus faz, e o terminou sem compreender, totalmente, a justiça e a sabedoria de Deus. Mas, ele aprendeu o mais importante, a mensagem que nos sustenta no meio de angústias: Não precisamos compreender tudo que Deus faz, mas precisamos saber que é Deus que faz!

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  4. Posted by reginaldo on 31 de Julho de 2008 at 17:00

    Reunidos de todas as partes do mundo, em comunhão com todos os que crêem em Cristo e com a inteira família humana, e de coração aberto ao Espírito que renova todas as coisas, interrogámos-nos a nós mesmos sobre a missão do Povo de Deus na promoção da justiça no mundo.

    Ao prescrutarmos os « sinais dos tempos » e ao procurarmos descobrir o sentido do curso da história, e compartilhando ao mesmo tempo as aspirações e as interrogações de todos os homens desejosos de construirem um mundo mais humano, queremos escutar , a Palavra de Deus, para nos convertermos para a actuação do plano divino acerca da salvação do mundo.

    Se bem que não seja da nossa competência o fazer uma análise muito profunda da situação do mundo, pudemos no entanto dar-nos conta das graves injustiças que envolvem a terra dos homens com uma rede de dominações, de opressões e de abusos que sufocam a liberdade e impedem à maior parte do género humano a participação no edificar e no desfrutar de um mundo mais equitativo e mais fraterno.

    Percebemos ao mesmo tempo um movimento íntimo que impulsiona o mundo do interior. Verificam-se, realmente, alguns factos que constituem uma contribuição para promover a justiça. Nasce nos grupos humanos e nos próprios povos uma consciência nova que os sacode contra a resignação ao fatalismo e os impele a procurar a sua libertação e a assumir a responsabilidade do seu destino. Descortinam-se movimentos humanos que reflectem uma esperança num mundo melhor e uma vontade de mudar tudo aquilo que não se pode tolerar por mais tempo.

    Ao ouvirmos a clamor daqueles que sofrem a violência e se vêem oprimidos pelos sistemas e mecanismos injustos, bem como a interpelação de um mundo que, com a sua perversidade, contradiz os desígnios do Criador, chegámos à unanimidade de consciência sobre a vocação da Igreja para estar presente no coração do mundo, a pregar a Boa-Nova aos pobres, a libertação aos oprimidos e a alegria aos aflitos. A esperança e o impulso que animam profundamente o mundo não são alheios ao dinamismo do Evangelho, que, pela virtude do Espírito Santo, liberta os homens do pecado pessoal e das consequências do mesmo na vida social.

    A incerteza da história e as convergências que a muito custo vão surgindo no caminhar ascendente da comunidade humana fazem-nos pensar na História Sagrada, em que Deus se nos revelou a si mesmo, dando-nos a conhecer os seus desígnios de libertação e de salvação, no seu realizar-se progressivo, e que se cumpriram de uma vez para sempre na Páscoa de Cristo. A acção pela justiça e a participação na transformação do mundo aparecem-nos claramente como uma dimensão constitutiva da pregação do Evangelho, que o mesmo é dizer, da missão da Igreja, em prol da redenção e da libertação do género humano de todas as situações opressivas.
    || JUSTIÇA NO MUNDO||

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